RISCOS CHUVA OU FOGO
Meio Ambiente e Agricultura - Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026


A Secretaria de meio Ambiente do Município de Echaporã em ações informativas com a Defesa Civil e Secretaria de Agricultura vem exclarecer que:
Aqui estão os principais riscos detalhados, baseados em pesquisas recentes nesta época redobrem as atenções:
1. Perigos nas Roças (Agricultura)
- Encharcamento do Solo e Raízes: Chuvas volumosas saturem o solo, privando as raízes de oxigênio. Isso leva ao apodrecimento do sistema radicular e, em casos graves, à morte da planta.
- Erosão Hídrica e Perda de Nutrientes: O escoamento superficial remove a camada superior do solo, que é a mais fértil, carregando nutrientes (como nitrogênio e potássio) e causando prejuízos irreparáveis.
- Doenças Fúngicas e Pragas: A alta umidade e calor favorecem a proliferação de fungos, bactérias e pragas que diminuem a produtividade e a qualidade dos grãos, provocando "grãos ardidos".
- Dificuldade de Colheita e Plantio: Solo encharcado impede a entrada de máquinas, atrasando a colheita ou o plantio da safra seguinte (ex: soja e milho), reduzindo o valor de mercado.
- Acamamento de Plantas: Ventos fortes acompanhando chuvas podem derrubar culturas como milho, quebrando caules e reduzindo o rendimento.
2. Perigos nos Pastos (Pecuária)
- Problemas Sanitários no Gado: O ambiente úmido favorece infecções e doenças nos animais, como leptospirose e doenças de casco.
- Baixa Qualidade da Forragem: O excesso de água dilui nutrientes essenciais nas pastagens e dificulta a secagem, favorecendo o surgimento de mofos que podem tornar o pasto tóxico.
- Compactação do Solo: O trânsito de animais em solo encharcado (pisoteio) causa compactação, o que prejudica o rebrote do capim no futuro.
- Perigo de Enchentes e Enxurradas: Pastos próximos a rios correm risco de alagamentos, que podem levar embora a pastagem ou até mesmo afogar animais.
3. Impactos Gerais
- Prejuízo Econômico: Danos na produção podem reduzir até 30% da colheita.
- Problemas Logísticos: Estradas rurais ficam intransitáveis, dificultando o escoamento da produção e o acesso à propriedade, porque as prefeituras não conseguem suprir as demandas de serviços decorrentes de fortes chuvas.
- Para minimizar esses riscos, recomenda-se o monitoramento por satélite para prever o clima, o uso de práticas de conservação do solo (como plantio direto e curvas de nível) e o planejamento antecipado das culturas.
Assim agradecemos a compreensão e colaboração de todos.
Echaporã 02 de fevereiro de 2026
Nilceia Gazzola (SMMAE)
